Resuminho – Drácula de Bram Stoker

 1897, Bram Stoker escreveu um livro, todo escrito em diários, gravações e cartas. Sobre um peculiar vampiro com desejos de mudança, a mudança de seu peculiar castelo para uma propriedade antiga em Londres.

Tive acesso a esse livro lá pros meus 18 anos de idade quando o ganhei de presente, comecei rapidamente a ler e sua leitura era tão aconchegante e ao mesmo tempo intrigante que em poucos dias já estava pelos últimos capítulos. Reparando em seu fim eminente comecei a diminuir o ritmo da leitura e estacionei por uma semana em seu derradeiro capítulo, como se fosse prolongar meu prazer em ler aquele final, que tanto me seduzia quanto me afastava, pelo medo daquela leitura se findar. Eis que, uma ex namorada (na época ainda eramos namorados) me pediu o livro emprestado. Emprestei sem nem pensar, afinal, estava emprestando para alguém próximo e já pretendia adiar o término desse livro por mais uma semana mesmo… O problema veio quando ela viajou para o Japão e levou consigo o livro, que só consegui reaver agora, quase seis anos mais tarde para poder terminar essa horrível história de amor.

Mas,  vamos ao que interessa! Nem todos sabem, mas eu gosto bastante de escrever e ando numa procrastinação que não anda me fazendo bem, então neste livro vi a oportunidade de colocar em prática o hábito de escrever, mesmo que não sejam coisas autorais, para não pegar essa preguiça novamente. Queria já publicar algo relacionado a literatura aqui no site do canal e a ideia que tive foi de postar um resumo bem basicão dos três primeiros capítulos de todo livro que eu começar a ler.

“Mas por que não resumir o livro inteiro ou fazer uma resenha?”  – Simples, porque resenhas melhores do que eu poderia fazer estão ai pela internet bem acessíveis, e elas de certa forma servem mais pra quem leu do que pra quem pretende ler. Minha intenção é resumir sem tantos detalhes os primeiros capítulos para quem não leu ter uma ideia de como é o desenrolar do livro, afinal, quantas vezes você já não pegou um livro, começou a ler e desencantou pela texto ser arrastado, ou pela temática ser diferente do esperado? Bom, é isso e aqui embaixo começa o resumo da primeira “trilogia” de capítulos do livro “Dracula” de Bram Stoker.

Capítulos 1, 2 & 3 – Diário de Jonathan Harker

Jonathan Harker, procede em uma estranha viagem de trem ao leste Europeu, rumo ao castelo de Drácula. No caminho, se depara com uma diversidade de culturas e pratos típicos, como também uma série de religiões e superstições a cerca das montanhas Cárpatos. Chegando ao ponto onde trocaria o coche de viagem pelo coche enviado pelo Conde, os passageiros e o cocheiro se agitam e tentam fazer Jonathan desistir de sua viagem de negócios ao castelo Drácula. Interrompidos pela chegada do coche que fora enviado pelo conde, os passageiros entram em desespero. O misterioso cocheiro, de alguma forma parecia saber que os passageiros e o outro cocheiro tentavam fazer Jonathan voltar, então ele comenta sobre isso e diz que seus cavalos são bem rápidos como quem desse a entender que não haveria escapatória do encontro (cavalos negros como carvão e muito bem cuidados, em ótima forma, segundo relatado), um dos passageiros faz um comentário interessante: “Denn die Todten reiten Schnell” (“Pois os mortos viajam depressa.” Um verso de “Lenore” de Burger).
Após entrar no coche enviado pelo Conde, iniciaram sua viajem em velocidade impressionante, Jonathan em algum momento percebe que a algum tempo o cocheiro os guiou em círculos, mas Jonathan não protestou, pois de alguma forma percebeu uma intenção de atrasar a ida ao castelo Drácula, porém ao olhar o relógio sob a luz trêmula de um fósforo, viu a proximidade do horário com a meia noite e entrou em pavor enquanto se lembrava de todas as superstições que encontrou em sua viagem. Uivos de lobos eram constantes, e pareciam assustados, enquanto um uivo ainda mais feroz e agressivo ecoava pelo vento. O cocheiro então virou um caminho estreito e seguiu. Hora ou outra uma chama azul se acendia fraca na floresta e o cocheiro parava, saltava e saia atrás dela em meio a escuridão, aconteceu algumas vezes a ponto de Harker pensar estar adormecido em um pesadelo cíclico. Em sua última ida, uma alcatéia de lobos cercou o coche antes dele voltar da floresta, deixando tanto Harker quanto os cavalos apavorados, mas o cocheiro surge do escuro na estrada e com as mãos levantadas fazem os lobos se afastarem e de súbito sobe no coche e prossegue viagem até o castelo Drácula, antigo e sem reforma com janelas bem altas e sem projeção de luz nenhuma, o que intrigava Harker.

Jonathan se vê no pátio do castelo e o acha fascinante. O cocheiro o ajuda a descer e ele repara novamente no quão forte ele é, comparando sua mão a um torço de aço, então o cocheiro sobe no coche e parte rapidamente em direção a escuridão. Jonathan é deixado então defronte para a imensa porta de madeira que dava acesso ao castelo e nela não haviam ferrolhos para serem batidos ou campainhas. A espera desconfortável teve fim após alguns minutos com o som de correntes e pregos sendo puxados e do giro de uma chave na grande fechadura. O homem dentro do castelo era velho e alto, com dentes pontiagudos e rosto severo, possuía também um espesso bigode branco e fez uma reverência convidando Jonathan para entrar, e só retornou a posição normal após Harker entrar no castelo, que perguntou, por esclarecimento, se o homem era o Conde Drácula, que prontamente confirmou e deu as boas vindas para Harker.
O Conde então conduziu Jonathan pelos corredores e salas do castelo até seus aposentos, onde Jonathan teve suas malas depositadas (que foram carregadas pelo Conde por insistência dele mesmo) e tomou um banho para poder jantar, pois o conde já o havia avisado da comida pronta. O Conde explicou que não jantaria, já o havia feito antes de Jonathan chegar pois prefere não comer tarde da noite, após Jonathan comer, o Conde o ofereceu um charuto que o hóspede aceitou e parou para fumar enquanto conversava, após a conversa foi dormir. Como o Conde disse que se ausentaria no dia seguinte Harker dormiu por bastante tempo, até o final da tarde do outro dia. O Conde ainda estava ausente, então ele procurou por algo para ler e se deparou com uma pequena biblioteca recheada de livros sobre a Inglaterra, revistas , reportagens, mapas… todo tipo de coisa. O Conde então chegou e comentou que estava feliz com ele ter encontrado essa pequena biblioteca, comentou que os livros lhe são grandes companheiros nessa vontade que ele tem de ir para a Inglaterra, e que inclusive aprendera inglês com os livros. Coisa que espantou Jonathan, pois considerou o inglês de Drácula quase perfeito, apenas com um tipo de entonação estranha. Após isso discutiram sobre a propriedade que o Conde gostaria de comprar na Inglaterra e sobre a viagem de Jonathan. Amanhecendo o Conde se desculpou por fazer Jonathan ficar acordado até tão tarde e se retirou do aposento. Jonathan dormiu por algumas horas apenas e despertou, então com seu espelho dependurado na janela, ele começou a fazer a barba quando ao sentir um toque frio nos ombros seguidos de um “Bom dia!” proferidos pelo Conde, ele se assusta e corta o rosto com a navalha, se assusta mais ainda pelo espelho refletir o quarto todo e não ter percebido Drácula se aproximar. Voltou-se para o espelho para ver o erro cometido ao se barbear e se espantou por de fato o conde não estar refletindo no espelho. Quando voltou-se para ele e o mesmo viu o sangue que corria pelo rosto de Harker, seus olhos brilharam e em um selvagem frenesi, agarrou-lhe a garganta e ao tocar o crucifixo entregue por uma camponesa em sua viagem, estranhamente Drácula se acalma e comenta para Harker ter cuidado com os cortes, que nesse país eles são perigosos. Em seguida disse em tom austero que a culpa disso era do espelho e o arremessou nas pedras dos muros do castelo, então saiu do quarto e se foi. Harker comeu sozinho essa noite e foi dormir.
No dia seguinte ele não notou a presença de Drácula o dia todo, e resolveu andar pelo castelo e reparou que fora a biblioteca e seu quarto, estava trancado em todas as portas que Harker pode chegar, então chegou a conclusão de que era prisioneiro e não convidado do Conde, afinal, a única saída eram as altas janelas que resultariam em uma morte dolorosa nas pedras.

De certa forma conformado em ser prisioneiro, Jonathan em frenesi, começa a correr pelo velho castelo e tentar abrir o máximo de portas possível, mas é em vão. A meia noite Drácula retorna e Harker com intenção de descobrir mais sobre o conde, o pergunta histórias sobre a Transilvânia e seu passado. O conde pareceu muito feliz e contava cada parte dá história local como se a tivesse vivenciado, coisa que ele explica dizendo que a sua família é o que lhe representa, sua honra, sua história e faz um discurso emocionante sobre sua família. Explicando partes da história e condições a batalhas magníficas*, a empolgação foi tanta que o discurso acabou ao amanhecer e o conde se retirou deixando Harker para dormir.
Na noite seguinte o conde e o hóspede tiveram uma longa conversa sobre os acertos legais para a nova propriedade que o conde gostaria de adquirir em Londres. Após a longa conversa, Drácula pede para que o hospede mande uma mensagem para seus conhecidos e diga que ficará mais um mês no castelo ajudando o conde com os processos legais. Harker extremamente confuso e contrariado aceitou, submetendo-se a vontade do conde. Que após mais um tempo de conversa e leitura se retirou ao amanhecer, mas não sem antes alertar o hóspede para que não durma fora de seus aposentos ou das salas onde eles conversam, caso contrário teria problemas graves para dormir e cado o fizesse, ele não se responsabilizaria pelo que ocorresse.
Após a saída do conde Harker foi perambular pelo castelo, até as escadarias que davam uma ampla visão da paisagem escura do final da noite, e viu ao longe, em uma das janelas do castelo, o conde se projetando para fora e repulsivamente como um lagarto se esgueirar pelas pedras da parede de cabeça pra baixos e descer em uma velocidade impressionante até a escuridão. Depois de ter esta perturbadora visão, Harker passa a procurar mais a fundo dentro do castelo, encontra uma porta emperrada e a empurra com força para conseguir passar e se depara com uma sala de vigia que cobria uma longa extensão de vista, mostrando o quão inexpugnável era o castelo de Drácula, sentou-se no sofá, de frente para a janela onde a luz da lua entrava e cintilava como um diamante, então o sono veio e ao mesmo tempo o aviso do conde, mas o conforto e a vontade de desobedece-lo era maior do que o medo por trás de tal aviso, então Harker cochilou, ou assim ele pensou.”

Não vou estragar essa surpresa, leiam Drácula de Bram Stoker, o pai do maior e mais famoso vampiro da ficção. Acompanhem minhas postagens aqui no site do Nerdingo que haverão ainda mais coisas ligadas a literatura! Abraços e beijos.

Não esqueçam de comentar o que acharam.

 

 

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